domingo, 11 de abril de 2010

abrilzite. a primeira crise do ano chegou durante essa semana; mais precisamente, depois de uma aula de redação. durante a aula, percebi coisas que não estavam devidamente pavimentadas nas bases do meu conhecimento. escrever é um ato extremamente complicado! digo isso porque ao escrever, temos a árdua tarefa de passar aos nossos leitores, opiniões e sentimentos que são único e exclusivamente nossos. e, muitas vezes, é difícil expressar aquilo que realmente estamos pensando, ou da maneira correta em que queremos. digo isso pois particularmente tenho minhas limitações ao escrever. mas enfim.. dias e acontecimentos como esse são bons para pararmos e refletirmos. coisas que não foram bem feitas no passado, tendem a refletir em algum dia do futuro, é sempre assim. portanto, devemos usar destas falhas-presentes como estímulo à melhoria, seja ela qual for. aproveitando o tema 'escrever', deixo aqui a minha última redação, a respeito da solidariedade na atualidade.

Título: O individualismo frente à solidariedade.

Vivemos na era do individualismo, regida e institucionalizada por ações que refletem apenas o egoísmo humano do querer, do poder e do ter. Atitudes que saem da esfera egocêntrica e que tangem a do coletivismo solidário, são raras e imprevisíveis.

Porém, presenciamos um episódio recente em que a solidariedade, em âmbito internacional, foi convergida para um único ponto: a mobilização social em prol do suporte ao Haiti, cujo território, hoje devastado, foi atingido por um terremoto violento, deixando milhares de habitantes à mercê de condições sub-humanas de vida.

O fato é que, a suposta ajuda fornecida por diferentes países do globo apresentam interesses para além do simples ato voluntário. Disseminações de hegemonias através de suporte militar e político, e a prática de ações humanitárias estratégicas para mostrar serviço aos olhos de grandes instituições mundiais, como a ONU, são colocadas em aberto.

O Brasil, atento aos acontecimentos e ávido por colaborar com a restauração do Haiti, manifestou uma rapidez ímpar ao agir rapidamente e mandar tropas militares ao país destruído. O curioso é que o mesmo está lutando por uma cadeira permanente no conselho de segurança nacional das nações unidas.

Contudo, o sensacionalismo imposto por grandes veículos de comunicação tendem a esquecer a tragédia que assolou o país haitiano em poucos dias, e com isso, voltam os seus olhares à tantas outras atrocidades que envolvem todo o globo.

E, junto com este esquecimento, fica para trás, também, a tão enaltecida solidariedade mundial, que se fez presente em todos os momentos nos primeiros dias da catástrofe. Seria hipócrita, então, todo este envolvimento internacional no que diz respeito à não só o caso haitiano, como tantos outros que assolam o mundo?

De fato, o cultivo e prosperidade da instituição solidariedade não se mostra eficaz nos dias de hoje; a razão desta fatídica hipocrisia é o atual progresso econômico da sociedade: o ato de ajudar o próximo ficou para trás e em seu lugar encontra-se a ganância do famoso ‘buscar um lugar ao sol’. O egocentrismo pessoal é tão grande que blindou o sentimento nativo do ser humano de coletividade, de ajudar e compartilhar.

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