olhar para o passado nem sempre é visto com bons olhos; aqui, vale a máxima ''quem vive de passado é museu.'' mas, tenho minhas dúvidas em relação a isso. de fato, quando olhamos para trás, nos deparamos com N acontecimentos ao longo das nossas vidas.. uns tem N vezes mais coisas à se lembrar; outros, como eu, devido a pouca idade, tem um pouco menos; mas ainda sim esse 'menos' torna-se gigante aos meus olhos. olhar pra trás, sobretudo, é reviver lembranças: memórias de dias felizes, como abraços e beijos recebidos de pessoas queridas; memórias de viagens inesquecíveis, com pessoas insubstituíveis. mas como tudo nessa vida, o lado negativo sempre se faz presente. e é aí que lembranças de dias tristes e vazios aparecem: as brigas com seus melhores amigos, a perda de um ente querido, o abraço que deveria ter sido dado, o beijo que ficou preso ao orgulho ferido.. entretanto, tais memórias nos fazem lembrar que estamos vivos e que vivemos desde que nascemos; e que apesar dos dias obscurtos e turbulentos, sempre esteve ali, a luz do sol que iluminou os nossos caminhos, antes inabitáveis. o tempo perde-se meio ao dia-a-dia. o agora já não é mais presente, é passado. e as minhas próximas palavras, antes futuras, serão pretéritas em milésimos de segundos. as horas passam, e com elas, dias e meses se desfazem em nossos olhos.. portanto, nós também vamos junto com elas, pois afinal, o tempo é constituído de elementos chamados momentos; momentos que são construídos por atitudes e decisões unicamente humanas. hoje, tenho 17 anos.. amanhã, por mais que não seja o dia do meu aniversário, não terei mais a mesma idade; aliás, jamais voltarei a tê-la, pelo menos não nesse universo-mundo. e a explicação para tal fato é que as experiências acumuladas ao longos dos anos nos faz diferentes a cada segundo. aquela postura tomada ontem, não será, definitivamente, a de amanhã. crescemos psicologicamente, moralmente, internamente; e esse desenvolvimento não é perceptível aos olhos do mundo: ele se faz presente única e exclusivamente em nós, em nossa alma, em nossa retina. por isso, a única pessoa capaz de nos entender, de nos julgar ou até mesmo de nos elogiar será nós mesmos.. afinal, ninguém, ninguém jamais saberá o que se passa dentro de nós, dentro dos nossos instintos e personalidades.
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''(re)invente-se a cada dia; mude, critique-se, seja honesto consigo mesmo: seja você! não deixe que uma falsa moral-social deturpe o que há de mais belo e verdadeiro dentro de você: os seus sonhos, suas idealizações de vida, as suas verdades. essas, de fato, são as únicas coisas que pertencerão a você pelo resto dos seus dias..''
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